Beatriz - Capitulo 4 - Entre o Profissionalismo e o Coração

Três dias se passaram desde a morte de dona Laura. Juan ajudou no velório e no enterro como havia prometido e depois de tanta confusão, Beatriz estava em casa pensando no que iria fazer daquele momento em diante. Ela não tivera noticias de Guilherme durante todo esse período e pensou em ligar pra ele já que ela ainda estava com o mp3 player dele. Mas achou melhor resolver sua situação primeiro. Deixou Pedrinho com Bianca e foi para a boate com uma decisão tomada depois de muito pensar. Ao encontrar seu patrão foi logo dizendo:
_Eu não quero e não vou mais trabalhar aqui.
_Calma Beatriz, o que aconteceu?
_Me desculpe por deixar o senhor na mão senhor Paulão, mas eu não posso mais trabalhar aqui.
_ E se você não trabalhar aqui de onde você vai tirar o seu sustento
_Não importa de onde, mas se ficar trabalhando num lugar como esse eu jamais conseguirei manter a guarda do meu filho.
Enquanto isso alguém bate a porta da casa de beatriz, Bianca foi atender:
_Pois não? Quem é o senhor?
_Me chamo Victor sou um amigo antigo de Beatriz pode chamá-la, por favor?
_Ela não está aqui. Quer deixar recado?
_Esse garoto ai é o filho dela num é?
_É sim, estou tomando conta dele.
_Hum! Diga a Beatriz que eu estive aqui e que achei o filho dela uma graça.
Bianca não entendeu nada, mas sabia que tinha algo estranho acontecendo. Quando Beatriz chegou em casa Bianca foi logo dizendo que um homem chamado Victor esteve atrás dela e que ele gostou do Pedrinho. Nesse momento Beatriz gelou, mas ela sabia que uma hora Victor iria começar a agir. Beatriz sabia que deveria procurar um advogado o quanto antes, mas como iria pagar por um advogado se agora estava sem emprego então decidiu ligar para Guilherme, mas ninguém atendia.
Em outro lugar da cidade Guilherme se encontrava com alguém:
_Meu trabalho está feito como foi combinado.
_Calma Guilherme, é esse o nome que você está usando né? hahaha. Eu acho que será útil se você continuar tendo contato com ela.
_Mas o nosso acordo era só para eu descobrir coisas que você pudesse usar para tirar a guarda do menino das mãos dela.
_Sim, quando eu descobri que ela tinha um filho e que esse filho poderia ser meu eu te contratei para investigar tudo isso, mas agora tenho novos planos pra você. E eu pagarei dobrado.
_Já que é assim, Victor, então temos um novo acordo.
O que Victor não sabia é que Guilherme, que na verdade se chama Julio, ficou balançado, e estava confuso não tirava Beatriz da cabeça. Era a primeira vez que ele se deixará envolver durante um trabalho, ele estava confuso. Logo ele detetive consagrado com um currículo invejável e que geralmente não pega casos como o de Victor, mas ele precisava muito do dinheiro e por isso aceitou e agora se via totalmente perdido entre o seu profissionalismo e o seu coração. Ele não esperava que Beatriz ligasse para ele querendo devolver o seu MP3 que na verdade é um aparelho de rastreamento com o qual ele sempre sabia onde encontrá-la. Ele olhou e viu que ela estava em um restaurante próximo de onde ele estava e decidiu ir falar com ela. Mas ao chegar lá ele a viu conversando e sorrindo ao lado de um homem. Então ele ficou apenas observando. Com certo ciúme daquela situação. E imaginando o que poderiam estar conversando.
Beatriz estava conversando com Juan que havia convidado ela para jantar e tinha uma boa noticia pra ela.
_Sério Juan? Você conseguiu mesmo um emprego pra mim?
_Sim é de atendente da funerária onde eu trabalho.
_Nossa não sei como te agradecer.
_Só o teu sorriso já me deixa recompensado.
Nesse momento os dois se aproximaram e rolou um beijo ardente, beijo que Juan sonhava a muito tempo, que Beatriz sentia dever a ele por ser tão atencioso com ela e que deixou Guilherme furioso.

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Beatriz – Capitulo 3 – Lagrimas Que Lavam a Dor

Durante o caminho até a escola do seu filho Beatriz pensava em varias coisas sua cabeça estava muito confusa, ao chegar à escola ela aproveitou pra perguntar como o seu filho estava se comportando na escola e pode ter pelo menos uma notícia boa no dia, já que Pedrinho era um aluno exemplar muito educado e criativo. Durante o caminho para casa ela imaginava como iria encarar a sua mãe depois de tudo o que aconteceu. Ela ainda não conseguia aceitar que sua própria mãe houvesse feito algo tão baixo. Quando estava quase chegando em casa Beatriz foi abordada por Bianca, sua vizinha de 15 anos que morava com o avô.
_Beatriz tenho uma má noticia pra te dar.
_O que houve Bianca?
_Sua mãe passou mal e agora está no hospital, o vovô quem estava com ela na hora.
Beatriz ficou paralisada por um instante e pensou como ela pode ser tão grossa com sua mãe, e se ela estivesse falando a verdade? E se não foi ela que contou pro Victor?
_Bianca você pode olhar o Pedrinho pra mim?
_ Claro você é como uma mãe pra mim, então o Pedrinho é o meu irmãozinho pode deixar que eu cuido dele.
Os pais de Bianca morreram quando ela ainda tinha sete anos e ela tinha com Beatriz uma relação meio materna, Beatriz sempre aconselhava Bianca a não cometer os mesmos erros que ela e também via ela como uma filha apesar das duas terem quase a mesma idade.
Beatriz foi o mais rápido possível para o hospital e ao chegar lá encontrou sua mãe a beira da morte. Dona Laura usou suas ultimas forças para segurar a mão da filha e falou com a voz falhando:
_Não fui eu... Eu te amo
As lagrimas corriam o rosto de Beatriz ela chorava desesperadamente, estava vendo sua mãe morrer e não podia fazer nada. E ainda sentia-se culpada por tudo que estava acontecendo, com todos esses sentimentos beatriz beijou a testa da sua mãe e falou:
_ Me desculpa... Eu também te amo.
Após ouvir essas palavras de sua filha Dona Laura sorriu e logo em seguida seus batimentos cardíacos pararam, Os médicos ainda tentaram reanimá-la mas não teve jeito. Beatriz chorava, soluçava se sentia a pior pessoa do mundo foi quando o Seu Luiz abraçou ela forte dizendo:
_ Chora criança pode chorar, a vida é muito traiçoeira mesmo, você tem que ser forte, mas no momento libere suas lagrimas e deixe elas lavarem toda a sua dor.
Beatriz chorou e chorou até se sentir forte o suficiente pra voltar pra casa e contar para o seu filho que a avó dele havia falecido. O Seu Luiz levou Beatriz pra casa e a aconselhou sobre como dar a notícia para o Pedrinho.
_Você tem que ser forte Beatriz, pra passar segurança pro seu filho
_Muito obrigado Seu Luiz, não sei o que eu faria sem você.
_ è o mínimo que eu posso fazer, fui amigo do seu pai e da sua mãe então tenho um carinho enorme por você, sem contar do quanto você me ajuda a cuidar da Bianca, se for pensar bem eu é que deveria te agradecer.
Quando chegaram em casa a primeira coisa que Pedrinho perguntou foi:
_Cadê a vovó?
_Ela não vai mais voltar amor.
_Por que não? Ela não gosta mais da gente?
_Claro que ela gosta, ela vai estar pra sempre em nossos corações, agora ela vai descansar em algum lugar do céu.
Pedrinho abraçou sua mãe e chorava enquanto ouvia ela dizer:
_Está tudo bem amor, eu estou aqui. Nunca vou te deixar só.
E assim Beatriz via aquele dia terminar mais triste do que ela poderia imaginar e não conseguia tirar da cabeça as ultimas palavras de sua mãe “não fui eu”, imaginava quem então havia contado ao seu ex-marido sobre o seu filho.
Beatriz colocou Pedrinho pra dormir e já ia se preparando pra dormir quando alguém bateu na porta. Ela foi atender mesmo estando de camisola. Era Juan, Um amigo de infância que nutria um amor platônico por Beatriz e que a muito tempo não se viam.
_Juan, Quanto tempo? O que faz por aqui?
Ao ver a forma como Beatriz estava vestida Juan ficou vermelho. Juan sempre foi muito tímido, principalmente em relação a Beatriz.
_Desculpe o incômodo, é que eu fiquei sabendo do falecimento da sua mãe eu vim lhe oferecer meus serviços já que estou trabalhando em uma Funerária.
_Ah que meigo de sua parte, mas eu não seu se tenho dinheiro suficiente pra bancar um funeral.
_Não se preocupe eu vou fazer o maior desconto possível já que é pra uma velha amiga.
_Ah eu não posso aceitar, você tem direito de receber por seus serviços.
_Por favor, aceite a minha ajuda, eu vou ficar muito triste se você negar.
_Tá bom já que você insiste, mas eu fico te devendo uma ta?
Juan se despediu e disse que depois acertariam os detalhes d o Funeral. Juan tinha a mesma idade de Beatriz e se afastou dela depois que ela casou, voltou a cidade a 2 anos, mas não havia tido coragem de ir falar com Beatriz e viu nesse momento trágico sua grande chance de rever sua amada. Juan sabia que Beatriz era striper, mas mesmo assim o seu sentimento por ela nunca mudou.
Após a visita de Juan Beatriz sentiu pelo menos que um problema estava resolvido, agora ela podia dormir um pouco mais tranqüila e mesmo com tantos problemas que ela tinha ela ao deitar na cama começou a pensar em Guilherme e no que ele estaria fazendo naquele momento.

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O que não há definição...


Existem coisas na vida que não têm como explicar ou definir, mas mesmo assim são essas coisas inexplicaveis e indefiniveis que mais buscamos definir. Desde pequenos aprendemos uma palavra que talvez seja a maior arma de todas "por que" com essa palavra buscamos resposta pra tudo, até para o que não há definição. Ninguém aceita que algo aconteça porque tem que acontecer, todos querem um motivo uma explicação para tal acontecimento e é essa fixação em definir o indefinivel e explicar o inexplicavel que fez o homem evoluir tanto com o passar do tempo. pense nisso...

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Beatriz - Capitulo 2 - Surpresa e Traição

Já estava quase amanhecendo e Beatriz parecia perdida, o retorno do seu ex-marido a pegara de surpresa. Beatriz casou-se aos quatorze anos com o empresário Victor Pereira, que tinha o dobro de sua idade, e em pouco tempo percebeu a burrada que havia feito, seu marido era muito arrogante e quando bêbado chegava a agredi-la. Ela logo pensou em se separar dele, mas apesar de tudo ela o amava, ou pelo menos era isso que ela achava, então decidiu dar mais um tempo e ver se as coisas melhoravam. Certo dia Beatriz flagrou seu Marido Victor com outra no escritório dele, justamente quando ela ia contar que estava grávida. Beatriz decidiu não contar que estava grávida, uma semana depois, pra surpresa de Beatriz, seu ex-marido Victor pediu o divórcio e foi, junto com a amante, morar na Argentina trabalhar em uma filial da empresa. Beatriz pensou que nunca o veria novamente, mas agora ele estava de volta.
Beatriz não sabia o que fazer, seu ex-marido de alguma forma descobriu que Pedro Henrique era filho dele e agora podia querer tirar a guarda dela. Ela pensou em ir falar com sua mãe, mas ela não quis deixá-la preocupada, até porque sua mãe sofria de nervos, tomava ate remédios controlados e podia ter um ataque com uma noticia dessas.
Beatriz pegou um ônibus para casa, mas parou no primeiro terminal rodoviário pelo qual o ônibus passou, ela não se sentia bem então sentou se e ficou algum tempo olhando pro nada como se esperasse que um milagre acontecesse, foi quando uma voz lhe chamou a atenção. Era Guilherme que estava indo para a Universidade.
_oi, tudo bem? Perguntou Guilherme já percebendo que havia algo de errado com Beatriz.
_Eu to bem sim.
_Não ta não, você parece preocupada. O que foi que aconteceu?
_Não quero te encher com meus problemas. Você deve ter os seus pra se preocupar?
_Tenho. E minha maior preocupação nesse momento é que eu quero muito ajudar uma amiga. E ela, muito orgulhosa, não quer aceitar minha ajuda. Pode confiar em mim, desabafa. Vem te pago um sorvete.
Beatriz, mesmo receosa, aceitou o convite de Guilherme. Estar junto a ele de alguma forma fazia ela se sentir melhor.
_Então, vai me contar o que está te preocupando?
_Eita! Ainda não devolvi teu mp3. Falou Beatriz tentando mudar de assunto.
_Sim, mas não é isso que está te preocupando é?
_Olha, é muito gentil de sua parte querer me ajudar, mas esse problema é meu e além do mais você nem me conhece direito.
_Não. Realmente não te conheço, mas sinto como se você fizesse parte da minha vida desde sempre.
Os dois ficaram se olhando por um momento sem dizer nada, corações batendo em ritmos cada vez mais intensos ate que o ônibus de Guilherme chegou. Ele então se despediu de Beatriz e pediu que ela ligasse caso mudasse de idéia.
A conversa com Guilherme fez com que Beatriz esquecesse seus problemas por alguns minutos. Ela chegou em casa por volta das sete da manhã e sua mãe foi logo perguntando:
_Esqueceu o caminho de casa foi?
_ Não mãe. Só me atrasei porque tive uns contratempos, não quero nem pensar em nada agora. Cadê o Pedrinho já foi pra escola?
_Já e tava todo animado hoje porque e dia de educação física.
_ que bom, agora eu vou ver se durmo que eu quero ir buscá-lo na escola hoje.
Beatriz foi dormir pra ver se conseguia alguns minutos de fuga daquela sua realidade que se complicava cada vez mais. Ela dormia tranquilamente ate que um barulho no outro cômodo da casa, que era muito pequena, a acordou. Suam mãe estava ao telefone:
_Não, ela ainda não me falou nada, acho que ela ta sem saber o que fazer. tchau.
Beatriz levantou da cama e foi logo perguntando:
_ Com quem você estava falando?
_ Com ninguém minha filha.
_Mãe eu não sou idiota, ta na cara que foi você que contou pro Victor sobre o Pedrinho. Por que você fez isso?
_ Não... Mas não é justo agente passar necessidades se o Pedrinho tem um pai rico.
_Eu sou pai e mãe do Pedrinho. Você não devia ter feito isso. E se ele quiser tirar meu filho de mim?
_Me desculpe minha filha eu estava falando com ele sim, mas não fui eu que contei.
_ A senhora não me engana. Agora me dê licença que eu vou buscar meu filho na escola.
Beatriz saiu de casa irada, não podia acreditar que sua própria mãe havia a traído, se sentia completamente desamparada e ainda sentia cada vez mais forte a possibilidade de ficar sem o seu filho.

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Beatriz - Capitulo 1 - Um reencontro inesperado

Era noite de um daqueles dias terrivelmente chatos quando o telefone tocou:
_Alô. Quem fala? Perguntou Guilherme com esperança de que alguém o convidasse para sair.
_sou eu, Beatriz
_Beatriz? Desculpe-me, mas não me lembro de nenhuma Beatriz.
_Nos conhecemos ontem no ponto de ônibus, lembra?
_ Sim claro! Como fui esquecer de você?
_olha não tem problema eu só liguei pra dizer que você esqueceu seu mp3 player comigo.
_ tudo bem amanhã eu vou lá no seu trabalho e pego. Tenho que fazer umas compras mesmo.
_Não!Deixe que eu vou e entrego em sua casa. Só me diz o endereço.
Beatriz havia mentido sobre onde trabalhava não quis contar para Guilherme, rapaz que ela acabará de conhecer, a sua verdadeira profissão. Então falou para ele que trabalhava como caixa de um supermercado.
Nesse curto encontro no ponto de ônibus eles conversaram bastante. Guilherme era um rapaz alto, moreno de 24 anos que estava no ultimo período do curso de direito. Beatriz morena, bonita, 22 anos e que sequer concluiu o ensino médio logo se encantou por Guilherme então decidiu omitir alguns fatos como sua verdadeira profissão e o fato de já ter um filho, Pedro Henrique de sete anos.
Durante a conversa beatriz pegou o mp3 de Guilherme e ficou ouvindo. Ele que já estava atrasado para ir pra universidade esqueceu-se de pegar o aparelho quando o seu ônibus chegou. Beatriz também não fez o menor esforço de lembrá-lo já que assim ela teria um pretexto para falar com ele, por sorte ela já havia pedido o número dele.
Beatriz já pensava em como ela iria levar o mp3 até a casa de Guilherme quando sua mãe, dona Laura, pergunta.
_ Tava falando com quem?
_ Ave mãe, a senhora me assustou. Eu tava falando com Guilherme.
_ Quem é esse tal de Guilherme?
_É em rapaz que eu conheci ontem no ponto de ônibus, ele é tão legal mãe e tão bonito, acho que eu estou gostando dele.
_Ele sabe que você é prostituta?
_Oh! Mãe já te disse que eu não sou prostituta eu sou stripper.
_Pra mim é tudo a mesma coisa.
_ Não é não mãe eu só danço e tiro a roupa se eu fosse prostituta eu faria programa.
_Que seja, mas você contou pra ele que é stripper e que já tem um filho de sete anos?
_Não. Eu não tive coragem
_Claro se não ele saia fora como todos os outros que você tentou namorar. Minha filha você é bonita, mas nenhum homem quer uma mulher que já tem um filho e que ganha a vida ficando pelada. Se pelo menos seu pai fosse vivo...
_ Ih! Não comece a se lamentar não eu sei que a gente é pobre e esse é um dos motivos pelo qual continuo nesse trabalho, mas eu não pretendo continuar nisso pra sempre.
_ Nisso o que mamãe?
_Pedrinho você acordou? Vem vamos dormir que amanhã você tem que ir pra escola dá boa noite à vovó.
_Boa noite vovó.
_Boa! Netinho mais lindo da vovó.
Beatriz colocou Pedro Henrique na cama, contou-lhe uma historia pra dormir e ficou pensando como seria bom se a vida tivesse sempre um final feliz como o das historias que ela contava pro seu filho.
De fato a vida não estava fácil para Beatriz que desde que engravidou prematuramente aos quinze anos viu seus sonhos morrerem um a um. Ela sonhava em ser enfermeira, mas não conseguiu terminar seus estudos devido à gravidez e também pelo fato do pai do seu filho tê-la abandonado logo após o nascimento.
Beatriz voltou à sala e sua mãe ainda estava lá.
_Ele dormiu?
_Dormiu mãe. Agora eu tenho que ir trabalhar.
_Trabalhar? Você chama aquilo de trabalho?
_Está bom mamãe. Também amo a senhora, tchau.
A noite estava muito fria e Beatriz tinha que pegar dois ônibus pra chegar à boate onde ela trabalhava. Apesar do horário ela já não tinha mais medo já se acostumara com aquela rotina. Ao chegar à boate, entrou pelas portas do fundo e foi falar com seu chefe: Paulo Bezerra ou Paulão, como era mais conhecido.
_Boa noite patrão.
_Não está tão boa assim Beatriz, os lucros vão de mal a pior e a propósito você será a terceira a entrar hoje.
Beatriz não gostava do seu patrão sempre pensando em dinheiro, mas suportava-o, pois ele era um dos poucos que respeitavam as meninas. Enquanto esperava a sua vez Beatriz ficou de papo com Ana Botelho, sua melhor amiga e também companheira de profissão, contou-lhe sobre Guilherme e que estava ansiosa para revê-lo.
_Bia tu num presta! Que dizer que você esqueceu-se de devolver o mp3 de propósito?
_Também não é bem assim Ana.
_Não? Sem essa! Eu te conheço.
_Tá bom! Foi de propósito, mas foi por uma boa razão.
Tudo ia bem, era apenas mais uma noite de trabalho na boate, Beatriz estava no meio de sua apresentação quando ela reconheceu alguém sentado em uma mesa bem ao fundo. Em um primeiro momento ela não quis acreditar que fosse ele, não ele, mas logo ela teve certeza era ele sim nunca esquecera aquele rosto, mas o que ele faz ali? O que queria? As perguntas martelavam na cabeça dela em um misto de curiosidade e apreensão. Assim que terminou seu trabalho Beatriz se dirigiu até a afastada mesa onde ele se encontrava e foi logo perguntando:
_O que faz aqui?
_Calma Beatriz! Prazer em revê-la também.
_Não começa! Me diz logo o que veio fazer aqui? E como você soube que eu trabalho aqui?
_Ah! As noticias voam, não foi difícil te encontrar. Eu estou aqui porque descobri algo, algo que você não me contou.
Nesse momento O sangue de beatriz gelou.
_Como assim? O que você descobriu?
_não se faça de ingênua, você sabe do que estou falando mas mesmo assim vou refrescar um pouco a sua memória. Já faz sete anos desde que nos separamos e eu fiquei sabendo, faz pouco tempo, que a senhorita é mãe de um garoto de sete anos. O que é estranho, pois a senhorita nunca me disse que estava grávida. Eu acho que você deveria ter me contado que eu tenho um filho não acha?
_É que eu não sei como dizer...
_Não quero saber de suas explicações só quero que saiba que eu voltei ao Brasil e a essa cidade de merda para levar meu filho comigo. Passar bem.

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O livro Beatriz



Estou escrevendo um livro Que entitulei de "Beatriz", o livro gira em torno de Beatriz, uma mulher pobre que teve um filho muito cedo e que se viu obrigada a trabalhar como stripper para ajudar nas dispesas, porem Beatriz se apaixonará por Guilherme e sua vida começará a se encher de problemas, mas como toda brasileira Bia não vai se dar por vencida esses e outros dilemas da historia eu estarei postando aqui sempre que possivel, um capitulo a cada vez, espero que vocês gostem e comentem.

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A caixa


Encontrei uma caixa na beira da estrada e fiquei curioso, quem não ficaria? Pensei repensei decidi abri-la, mas estava lacrada fiquei receoso, mas abri na pancada. Fiquei furioso, quem não ficaria? Tive tanto trabalho por uma caixa vazia.

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Oi me chamo Natan, tenho 20 anos e gosto muito de escerver meus pensamentos, por isso criei esse blog. Esse blog será o lugar onde irei postar tudo que eu penso, estando certo ou errado,não importa. esse blog sera meu confidente.

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