Beatriz - Capitulo 1 - Um reencontro inesperado

Era noite de um daqueles dias terrivelmente chatos quando o telefone tocou:
_Alô. Quem fala? Perguntou Guilherme com esperança de que alguém o convidasse para sair.
_sou eu, Beatriz
_Beatriz? Desculpe-me, mas não me lembro de nenhuma Beatriz.
_Nos conhecemos ontem no ponto de ônibus, lembra?
_ Sim claro! Como fui esquecer de você?
_olha não tem problema eu só liguei pra dizer que você esqueceu seu mp3 player comigo.
_ tudo bem amanhã eu vou lá no seu trabalho e pego. Tenho que fazer umas compras mesmo.
_Não!Deixe que eu vou e entrego em sua casa. Só me diz o endereço.
Beatriz havia mentido sobre onde trabalhava não quis contar para Guilherme, rapaz que ela acabará de conhecer, a sua verdadeira profissão. Então falou para ele que trabalhava como caixa de um supermercado.
Nesse curto encontro no ponto de ônibus eles conversaram bastante. Guilherme era um rapaz alto, moreno de 24 anos que estava no ultimo período do curso de direito. Beatriz morena, bonita, 22 anos e que sequer concluiu o ensino médio logo se encantou por Guilherme então decidiu omitir alguns fatos como sua verdadeira profissão e o fato de já ter um filho, Pedro Henrique de sete anos.
Durante a conversa beatriz pegou o mp3 de Guilherme e ficou ouvindo. Ele que já estava atrasado para ir pra universidade esqueceu-se de pegar o aparelho quando o seu ônibus chegou. Beatriz também não fez o menor esforço de lembrá-lo já que assim ela teria um pretexto para falar com ele, por sorte ela já havia pedido o número dele.
Beatriz já pensava em como ela iria levar o mp3 até a casa de Guilherme quando sua mãe, dona Laura, pergunta.
_ Tava falando com quem?
_ Ave mãe, a senhora me assustou. Eu tava falando com Guilherme.
_ Quem é esse tal de Guilherme?
_É em rapaz que eu conheci ontem no ponto de ônibus, ele é tão legal mãe e tão bonito, acho que eu estou gostando dele.
_Ele sabe que você é prostituta?
_Oh! Mãe já te disse que eu não sou prostituta eu sou stripper.
_Pra mim é tudo a mesma coisa.
_ Não é não mãe eu só danço e tiro a roupa se eu fosse prostituta eu faria programa.
_Que seja, mas você contou pra ele que é stripper e que já tem um filho de sete anos?
_Não. Eu não tive coragem
_Claro se não ele saia fora como todos os outros que você tentou namorar. Minha filha você é bonita, mas nenhum homem quer uma mulher que já tem um filho e que ganha a vida ficando pelada. Se pelo menos seu pai fosse vivo...
_ Ih! Não comece a se lamentar não eu sei que a gente é pobre e esse é um dos motivos pelo qual continuo nesse trabalho, mas eu não pretendo continuar nisso pra sempre.
_ Nisso o que mamãe?
_Pedrinho você acordou? Vem vamos dormir que amanhã você tem que ir pra escola dá boa noite à vovó.
_Boa noite vovó.
_Boa! Netinho mais lindo da vovó.
Beatriz colocou Pedro Henrique na cama, contou-lhe uma historia pra dormir e ficou pensando como seria bom se a vida tivesse sempre um final feliz como o das historias que ela contava pro seu filho.
De fato a vida não estava fácil para Beatriz que desde que engravidou prematuramente aos quinze anos viu seus sonhos morrerem um a um. Ela sonhava em ser enfermeira, mas não conseguiu terminar seus estudos devido à gravidez e também pelo fato do pai do seu filho tê-la abandonado logo após o nascimento.
Beatriz voltou à sala e sua mãe ainda estava lá.
_Ele dormiu?
_Dormiu mãe. Agora eu tenho que ir trabalhar.
_Trabalhar? Você chama aquilo de trabalho?
_Está bom mamãe. Também amo a senhora, tchau.
A noite estava muito fria e Beatriz tinha que pegar dois ônibus pra chegar à boate onde ela trabalhava. Apesar do horário ela já não tinha mais medo já se acostumara com aquela rotina. Ao chegar à boate, entrou pelas portas do fundo e foi falar com seu chefe: Paulo Bezerra ou Paulão, como era mais conhecido.
_Boa noite patrão.
_Não está tão boa assim Beatriz, os lucros vão de mal a pior e a propósito você será a terceira a entrar hoje.
Beatriz não gostava do seu patrão sempre pensando em dinheiro, mas suportava-o, pois ele era um dos poucos que respeitavam as meninas. Enquanto esperava a sua vez Beatriz ficou de papo com Ana Botelho, sua melhor amiga e também companheira de profissão, contou-lhe sobre Guilherme e que estava ansiosa para revê-lo.
_Bia tu num presta! Que dizer que você esqueceu-se de devolver o mp3 de propósito?
_Também não é bem assim Ana.
_Não? Sem essa! Eu te conheço.
_Tá bom! Foi de propósito, mas foi por uma boa razão.
Tudo ia bem, era apenas mais uma noite de trabalho na boate, Beatriz estava no meio de sua apresentação quando ela reconheceu alguém sentado em uma mesa bem ao fundo. Em um primeiro momento ela não quis acreditar que fosse ele, não ele, mas logo ela teve certeza era ele sim nunca esquecera aquele rosto, mas o que ele faz ali? O que queria? As perguntas martelavam na cabeça dela em um misto de curiosidade e apreensão. Assim que terminou seu trabalho Beatriz se dirigiu até a afastada mesa onde ele se encontrava e foi logo perguntando:
_O que faz aqui?
_Calma Beatriz! Prazer em revê-la também.
_Não começa! Me diz logo o que veio fazer aqui? E como você soube que eu trabalho aqui?
_Ah! As noticias voam, não foi difícil te encontrar. Eu estou aqui porque descobri algo, algo que você não me contou.
Nesse momento O sangue de beatriz gelou.
_Como assim? O que você descobriu?
_não se faça de ingênua, você sabe do que estou falando mas mesmo assim vou refrescar um pouco a sua memória. Já faz sete anos desde que nos separamos e eu fiquei sabendo, faz pouco tempo, que a senhorita é mãe de um garoto de sete anos. O que é estranho, pois a senhorita nunca me disse que estava grávida. Eu acho que você deveria ter me contado que eu tenho um filho não acha?
_É que eu não sei como dizer...
_Não quero saber de suas explicações só quero que saiba que eu voltei ao Brasil e a essa cidade de merda para levar meu filho comigo. Passar bem.

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Oi me chamo Natan, tenho 20 anos e gosto muito de escerver meus pensamentos, por isso criei esse blog. Esse blog será o lugar onde irei postar tudo que eu penso, estando certo ou errado,não importa. esse blog sera meu confidente.

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